segunda-feira, 15 de abril de 2013
Boa tarde...
... para quem tiver a ventura de andar sob este sol que, enganando-se de endereço, veio para São Paulo hoje. Boa tarde para quem puder senti-lo nos ombros, como se fosse o braço da amiga mais querida, para quem puder vê-lo avançando casas na blusa xadrez da garota de cabelos ruivos, para quem puder vê-lo brilhar no pedaço de melancia vendido pelo ambulante, para quem for acompanhado por ele nas compras na 25. Boa tarde para quem o vir nas escadarias do metrô Sé, aquecendo o corpo do menino que, derrubado pelo crack, dorme ali e sonha com um parque cheio de balanças e de gangorras. Boa tarde para mim, que o terei andando comigo daqui a pouco, quando for conversar com minhas alfaces no sacolão da Cursino. Chega a ser quase bela a Cursino num dia como este e bem pode ser que finalmente eu consiga escrever algumas linhas que agradem aos que, confiando nesse milagre, abrem este blog diariamente, porque é também uma forma de demonstrarem afeto a um homem que provavelmente nem o mereça.
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