domingo, 14 de abril de 2013
Como apraz,
conforta e alivia ficar assim desvariando e tresvariando por amor. Como é bom tresloucar, quatrosloucar, como é bom maniacar-se, dementar-se, quixotescar-se. O amor é uma loucura. Louquemo-nos por ele e aproveitemo-lo. Arrojemo-nos por ele contra os moinhos e também por ele afoguemo-nos as três vezes de praxe e outras mais. Como nos aquece o sangue este vinho que o amor faz borbulhar em nossas veias! Façamos por merecê-lo, bebamo-lo e babemos depois na terra a nossa baba de sandeus, fazendo nela nascer uma árvore que, para não negar nossa paternidade, gargalhe aos quatro ventos com todas as suas folhas. Enlouqueçamo-nos mais, napoleemo-nos e, quando nos vierem buscar os homens de avental branco, recebamo-los com vivas a Eros e a Erasmo de Roterdã.
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