sábado, 13 de abril de 2013
Como me cansam...
... meus sentimentos, como me custa carregá-los, mantê-los. Como me cansa a vida, como me pesa conservá-la. Como me cansa um dia como este, em que tentei expor minhas fraquezas e vejo, quase me debruçando já sobre o monitor e adormecendo, que há tantas fraquezas ainda não expostas. Como me cansa, como me fatiga, como me exaure estar aqui falando de mim. Como me envergonha cansar-me, fatigar-me, exaurir-me assim, e tudo provavelmente para aborrecê-los. Como seria melhor, para vocês, que eu falasse de coisas razoáveis, de assuntos agradáveis, meu Deus, de qualquer coisa menos disto. Falar do Dentista Mascarado, da filantropia do Luciano Huck, de como me fez falta não ver hoje mais um capítulo da Malhação. A quem interessa este autodespedaçamento? Supor que possa haver nele algo que possa ser chamado de literário seria só mais uma de minhas indignidades. Falo, falo, falo, e falo, e volto a falar. Adianta? Sempre admirei meu irmão. Ele sempre agiu, ele sempre teve coragem, desde o primeiro até o último dos seus atos. Meu pobre irmão.
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