Raul Drewnick
sábado, 13 de abril de 2013
O amor na garganta
Hoje, se fosse matar-se, seria pela lembrança do tempo em que lambia a mão do Amor, buscando migalhas, e gemia para implorar um carinho. Recordar-se disso faz subir à sua garganta um gosto ácido que ele expele como se estivesse vomitando um sapo.
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