domingo, 14 de abril de 2013

Soneto do impossível olvido

É triste a noite em que o sono
No qual buscamos a paz
Só nos ilude e não traz
O desejado abandono.

É triste quando encontramos
No sonho, que não pedimos,
Tudo com que nos destruímos,
Tudo com que nos matamos.

É triste quando, tentando
Nosso tormento esquecer,
Nós o acabamos lembrando.

E como é triste aceitar
Que precisamos morrer
Se quisermos descansar.

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