Nos resta agora esperar
Que a vida pague o que deve
E muito tempo não leve
Para esse saldo saldar.
Que o salde logo, bem breve.
Para que iria adiar,
Se o que ela tem a pagar
É um ônus que não prescreve?
Ela, que tudo cumpriu
E zelosa nos supriu
Do bem, e também do mal,
Nos deve agora somente
A morte, crua ou clemente:
Seu pagamento final.
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