"Na rua Amirim, o senhor Danon ainda está acordado.
São duas da manhã. Na tela à sua frente
os números não batem, de uma das firmas - uma ou outra. Erro
ou fraude? Ele procura. Não consegue achar. Sobre uma toalhinha
bordada
o relógio de metal faz tique-taque. Ele se veste e sai. No Tibet já
são seis
horas.
Cheiro de chuva, mas nada de chuva na rua em Bat Yam.
Vazio. Silêncio. Blocos de apartamentos. Erro
ou fraude. Amanhã veremos."
(Do livro O mesmo mar, tradução de Milton Lando, publicado pela Companhia das Letras.)
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