Quando o amor bateu à porta,
Minha alma eu a via assim:
Metade estava já morta,
Metade estava no fim.
Abri e, assim que ele entrou,
Um sopro de juventude
A minha dor apagou
E as rugas da senectude.
Amei o amor, e sentia
Que inteira já parecia
Minha alma reconfortada.
Mas, quando o amor se foi, eu
Vi que a alma toda morreu,
Descrente e desenganada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário