A vida ainda nem acabou e já estamos falando mal dela, chamando-a de puta e de vaca e de porca. Talvez ela nos reserve o melhor para o último ato. E então com que cara ficaremos? Enquanto não chegar o carro preto, guardemos a esperança. Bem pode ser que enriqueçamos, ainda que no derradeiro dia, e nosso sepultamento acabará com as flores da cidade. E talvez uma de nossas musas apareça no velório, com a tristeza oculta pelos óculos escuros, e diga versos que a multidão espantada descobrirá serem nossos.
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