Raul Drewnick
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Luvas
Não me arrependo de havê-la tratado como se fosse uma bailarina de porcelana. Era o que ela era. Exagerei um pouco, é verdade. Tê-la tocado só com as luvas, para preservá-la como a concebi, privou-me de sentir agora nos dedos a memória de sua carne.
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