sexta-feira, 12 de julho de 2013

Talvez amanhã...

... eu possa voltar a gostar de ir à feira, talvez ela aprecie me rever, talvez tenha por determinação de alguma postura municipal tornado mais coloridas suas barracas e me ofereça um caldo de cana com abacaxi superespecial. Dizem que é um santo remédio para quem convalesce, principalmente para os que sobreviveram a febres afetivas. Talvez eu me permita comer também um pastel, com uma dose de pimenta colocada com aquela colherinha da qual até o almirante Tamandaré já deve ter se servido. Talvez também - se bem que aí já seja quase uma recaída nas tendências de autoextermínio - eu me aventure a adicionar ao pastel um pouco daquele molho que dizem ser mais explosivo que um coquetel molotov. Talvez, talvez, talvez... (acrescentem por mim, por favor, coisas boas; eu não estou acostumado a relacioná-las). Andem bastante, aproveitem o belo sol paulistano (que aparecerá, espero) e divirtam-se. Beijem-se, sobretudo, e amem-se aos borbotões, às pampas, em profusão (os leitores de outros países não entenderão patavina). Não formem grupos, para não correrem o risco de parecer vândalos reivindicando passe livre para o amor. Mas, se der na telha, reivindiquem também isso - o passe livre para motéis e similares e o aumento de duas horas na jornada amorosa. Evoé, Eros. Hip, hip, hurra!

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