Às vezes o Amor, em dias de excepcional generosidade, fica com pena de nós e, resolvendo ser piadista, mostra sua face jocosa. Hoje, por exemplo, implorei-lhe um beijo, como há tanto tempo imploro sem sucesso, e ele, maganão, me saiu com esta trocadilhesca pergunta: "E na bundada, não vai ninha?" Já fora do alcance de meus braços e de minha boca, me gritou, da esquina: "Sai dessa, meu. Nem vem, que não tem."
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