quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Jamais aprenderemos
Enganamo-nos diariamente, para nossa recreação e tormento, com ideias. Alguns, mais ambiciosos, não se satisfazem com elas e aspiram a ideais. Há tantos tipos de engodo, tantos. O amor é um deles. Devora nossas entranhas, come nosso fígado, transforma nosso coração num bofe sangrento e o engole de uma só vez. Enquanto nos entretemos com ele, o pó que somos se potencializa. Logo o vento estará nos soprando sabe-se lá para onde. O amor não nos dará uma última espiada, não se despedirá de nós. O amor é imortal e, como um salteador, continuará à espreita pelos caminhos em que sempre passa algum viajante ansioso para ser enganado. O amor já matou tanta gente boa... Por que nos pouparia?
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