Há sêmen ainda em algumas camas, naquelas em que o Amor se deitou mais cedo ontem à noite. E há orvalho ainda em algumas plantas do jardim, naquelas pelas quais o sol passou descuidado. Sêmen e orvalho não se contradizem, um não é do bem nem o outro é do mal. São símbolos, só, metáforas. Por esses símbolos e por essas metáforas morremos todos, insanos. Os insanos do bem são chamados de santos; os do mal, de devassos. Lá em cima, indiferente, o sol.
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