domingo, 14 de abril de 2013
Árvore
De uns tempos para cá, venho sentindo em mim um arrefecimento, uma lassidão, uma paz, como se eu fosse uma árvore já quase morta, cujos galhos o vento ainda move. Agora, por exemplo, ele sopra minhas folhas fracamente, como uma daquelas brisas que impelem os barquinhos de papel dos meninos num lago. Tenho sono, como se a noite viesse chegando, embora brilhe sobre mim o sol do meio-dia.
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