sábado, 13 de abril de 2013
Dia comum
Aos sábados nada muda. A tristeza não distingue os dias da semana. Trabalha em todos, sem descanso, e enquanto a alegria faz aparições esporádicas em churrascos de laje e bailes de ocasião, ela segue a família que reconhecerá no IML o filho de dezesseis anos morto de overdose, o homem que mexendo numa gaveta velha descobrirá que foi traído pela mulher a quem todo ano leva flores no Dia de Finados e a menina de sete anos que ouvirá a mãe, com o resultado na mão e olhando para ela, dizer entre lágrimas as palavras: "Não, meu anjo, não, leucemia não."
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