domingo, 14 de abril de 2013

Que grato é...

... nos ocuparmos do amor, tratarmos dele todo dia com desvelo, como se do Rei da Terra nos ocupássemos. Como nos agrada acordar e providenciar tudo de que precisa antes que possa pensar em chamar-nos. Como nos alegra vê-lo procurar inutilmente um defeito no que providenciamos. Como nos apetece ver que nada do que preparamos para ele lhe desapetece. Como nos glorifica acompanhar o modo soberano com que se senta à mesa, com que bebe o leite que lhe servimos amorosamente, como se de nossas tetas viesse. Como nos encanta a fidalga maneira com que limpa os lábios com o guardanapo e como nos gratifica curvar-nos reverentemente quando ele se levanta e passa por nós sem mover os olhos, como se fôssemos o que somos: objetos cuja única e sagrada utilidade é servir à sua realeza.

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