domingo, 14 de abril de 2013

Talvez...

... este avião que passa agora esteja indo para Radatchinpuam, onde dizem que há uma princesa linda, descendente da família das rainhas dos contos de fadas. Dizem que ela, cansada de esperar por nobres cavaleiros bretões, quer agora ligar-se por matrimônio a um brasileiro pobre, filho e neto de polacos que lavravam a terra com as mãos. Pobre princesa, tão decadente, eu a livrarei da humilhação suprema. Ficarei aqui, minha princesa, preso no hospício da torre, para onde fui levado por sortilégios do amor. Meu corpo e minha alma estão docemente condenados, triste princesa, ao juramento que fiz numa manhã paulistana a uma mulher que, desculpe-me dizer, minha princesa, jamais teve nem terá seus encantos igualados por princesa nenhuma, de Radatchinpuam ou Maguetrestar.

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