segunda-feira, 15 de abril de 2013
Um homem...
... acaba de passar pela rua e de dizer um lindo nome de mulher. O homem vai longe, já, mas o nome ficou no ar ainda um pouco. O velho maluco que se presume escritor parou de teclar o micro e olha sonhador pela janela. Parece ver pairando ainda uma sílaba. E lembra-se de outro nome de mulher, e o diz, mas esse nome, embora também proparoxítono, não paira sobre o ar. Deve tê-lo dito sem a emoção que ele merece. Que espécie de escritor é ele, se não consegue competir nem com o vendedor de Cândida?
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