quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Soneto da simplicidade do amor

Quando ela lhe diz amor
Com a boca dentro do ouvido,
Com o displicente langor
Que se assemelha a um gemido,

No corpo dele um calor
Se acende forte, incontido,
E o coração sonhador
Bate com todo o alarido.

Até parece uma parte
De um poema feito sem arte,
Como aqueles de ocasião.

E quem há de tolo ser
A tal ponto de querer
Mais arte do coração?

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