sábado, 13 de julho de 2013

Soneto dos vãos acenos

O dia com seus acenos,
A tarde com seus chamados,
Por mim não são escutados,
Me atraem cada vez menos.

São coisas, já, de somenos.
A esses apelos bradados
Prefiro os quase calados
Da noite, tão mais amenos.

No escuro eu me reconheço.
Das trevas é que eu careço,
Da calma e da solidão.

Da escuridão foi que eu vim
E aos poucos para ela, assim,
Volto com resignação.

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