Depois de tanto penar
E dos cansaços de ser
Que bom os olhos fechar,
E desistir, e jazer.
Agradam-me as metáforas com navios e as alusões ao mar.
Capitão autonomeado condecoro-me com falsas façanhas e com batalhas não ganhas
Engrandeço-me comigo e aplaudo-me com tantas vozes posso me vanglorias.
Quando ela me fitava com seus olhos tempestuosos,eu pressentia batalhas,naufrágios fragorosos,o rancor de gerações de capitães derrotados e fugia com minhas gaivotas aterrorizadas em busca de um ponto no horizonte em que ela não pudesse me atingir com sua fúria ancestral.
Se não fosse a literatura,a vida estaria ainda construindo moinhos de vento que jamais seriam nada além disso:Moinhos de vento.
Num livro antigo consta que Deus teria desafiado Shakespeare para um duelo verbal.É difícil de acreditar.Deus nunca foi tão tolo.