domingo, 14 de julho de 2013

Ser mais que Vargas Llosa

A chamada responsabilidade social do escritor - a do romancista, especialmente - deve ser entendida em sentido restrito. Ele há de exercê-la em seus livros e não resvalar para o manifesto ou a declaração de princípios. Que os personagens falem por ele. Mario Vargas Llosa teve uma sorte inacreditável ao não ser eleito presidente do Peru. Se houvesse vencido a eleição, seria como se um tenor como Placido Domingo se transformasse repentinamente em trapezista. Mario Vargas Llosa querer ser outro qualquer parece obra de um inábil ficcionista.

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