Nós louvamos ainda o amor
Por uma ingênua bondade,
Um rasgo de caridade,
Por hábito ou por torpor.
Ele já perdeu a cor,
O vigor, a vivacidade,
E agora só por piedade
Nós lhe atribuímos valor.
Fingimos ter-lhe respeito,
Embora de nosso peito
O tenhamos expulsado.
Fingimos para não ter
O ônus de reconhecer
Como ele foi tolo e errado.
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