quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Façamos gozar a cacatua
Há de ser tudo alma, sensibilidade, leveza. Há de ser tudo veludo, seda, cetim. Há de ser tudo olor, fragrância, perfume. Há de ser tudo cisne, lago, lua. Mas, quando a cacatua gritar seu desejo e arrepiar todos os nossos sentidos, que nós possamos calá-la com a seiva que se juntou dentro de nós em tantos anos de pureza. Gozemos como gozam joaquins, manuéis, almeidas e oliveiras, esses maganões que sabem desfrutar a vida. E, se espada nos faltar, ataquemos com o que estiver ao nosso alcance. Que a cacatua não tenha motivo para espalhar ao vento a nossa incompetência.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário