terça-feira, 8 de outubro de 2013
O que me deixa triste
O que me deixa triste de verdade é lembrar que minha família se sacrificou para que um filho estudasse. Esse filho fui eu. Todos trabalharam, privaram-se de tudo, de roupa, de comida, de cinema, para que esse filho pudesse justificar a vinda deles ao Brasil, para que eu fosse uma espécie de troféu um dia exibido aos que ficaram na Polônia. A esses, a esses que lá ficaram, devem ter chegado algumas cartas falando no promissor menino que eu era. Isso no começo. Depois, o silêncio. O menino promissor hoje é como um desses capítulos que se suprimem na segunda edição de um livro. A última notícia que se tem dele data da década de 1960. Era rapaz, já, e continuava promissor.
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