quarta-feira, 9 de outubro de 2013
Semelhantes
Da vítima admitimos ser semelhantes. E do algoz? Ocultamos nossos chicotes, nossos martelos, nossos cravos num porão tão bem escondido que fizemos para ele um mapa. Ninguém nota o sangue que assoma à nossa boca quando falamos. Elogiam nossos dentes, perguntam com que produto nós os tratamos. Se as vozes dos supliciados falassem pela nossa garganta...
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