Se já morto eu estivesse
Naquele célebre dia,
O que o meu peito padece
Hoje não padeceria.
Como abençoado eu seria
Se nesse dia eu tivesse
O dom da sabedoria
Ou se a cegueira me adviesse.
Quanto mais o tempo passa
Mais sei que a minha desgraça
Foi te ver, te contemplar.
Quem pode, vendo a beleza,
Contentar-se com a avareza
De uma vez só a admirar?
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