quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Soneto dos fantasmas que me atormentam

Enquanto durmo, não sei
Nem quero saber de Lorca,
De Gertrude, aquela porca,
De Scott nem de Hemingway.

Enquanto durmo, eu espaços
Não abro para Flaubert,
Para Pascal ou Voltaire,
E nem para John dos Passos.

Enquanto durmo, me isento
Do indescritível tormento
Que impõe a literatura.

Mas quando acordo vêm Eça,
Machado, Orígenes Lessa,
E recomeça a tortura.


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