quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Kama Sutra - CCCXXVII
À tarde, quando a mãe sai e ela fica sozinha, vai à rua em que se concentram as lojas de autopeças, as borracharias, os autoelétricos. Os tipos mais cafajestes do bairro trabalham ali. Ela passa, com o jeans e a blusa que parecem querer expulsar suas tetas e sua bunda, e ouve as palavras babadas de sêmen que lhe dirigem os homens cujos pelos úmidos se eriçam no sovaco. Meia hora depois, volta para casa, despe-se e, enquanto a mão e o chuveirinho a pinicam no meio das pernas, repete o que lhe disseram na rua: putinha, chupadora, tesão, gostosa. E a voz que ouve é a dos homens que dedilharam as braguilhas à sua passagem.
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