Quando ela lhe diz amor
Com a boca dentro do ouvido,
Com o displicente langor
Que se assemelha a um gemido,
No corpo dele um calor
Se acende forte, incontido,
E o coração sonhador
Bate com todo o alarido.
Até parece uma parte
De um poema feito sem arte,
Como aqueles de ocasião.
E quem há de tolo ser
A tal ponto de querer
Mais arte do coração?
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