Amei uma mulher tão perdidamente
Com todo o meu amor, minha energia,
Que tudo que era meu lhe oferecia:
Meu coração, minha alma e minha mente.
Amei-a tão constante, noite e dia,
Amei-a muito, desvairadamente,
Como só o demente mais demente
Amar uma mulher conseguiria.
Amei-a tanto, tanto, que a ternura
Se transformou em mim numa loucura,
No meu mais doce e mais amargo vício.
Amei com tanto ardor essa mulher
E hoje nem sei onde ela está, sequer.
Quanto a mim, eu definho aqui, no hospício.
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Raul, recordei-me:
ResponderExcluir"De Vieytes nos aplauden: "¡Viva! ¡Viva!",
los locos que inventaron el Amor,
y un ángel y un soldado y una niña
nos dan un valsecito bailador."
(Balada para un loco - Astor Piazzolla)
Qual mulher não gostaria de ser o sujeito simples desta oração?
Ivna, os loucos que inventaram o Amor alimentavam-se de pétalas de rosa orvalhadas. De nada mais. Eram rosas especiais, rosas de loucos, que, em conluio com a brisa, cantavam para eles canções compostas por anjos também loucos. Morreram as rosas, morreram os loucos, e do Amor não se tem mais notícia. Nem dos anjos, talvez encarcerados, por rebeldia, nas nuvens mais escuras.
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