quarta-feira, 10 de abril de 2013

Um soneto de Elizabeth Barrett Browning

"Diz e rediz, depois diz outra vez,
Que tu me amas. Palavra repetida
Parece pássaro a cantar? A cálida
Primavera sem ele nem talvez
Lançasse o verde em múltiplo matiz
Nas montanhas, no vale. Meu amor,
Cala a dúvida em mim, cala o torpor,
Dissipa a treva que me envolve, diz
'Eu te amo' uma vez mais. Quem vai temer
Mais uma estrela no céu rodopiando,
Mais uma flor o ano a enaltecer?
Diz 'eu te amo, eu te amo' e, reiterando
Este dobre de prata, irás saber:
No silêncio da alma estás me amando?"

(Do livro Sonetos da portuguesa, traduzido por Leonardo Fróes e publicado pela Editora Rocco.)

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