"Um signo no espaço, também isto: a pomba que pousa
e que até o rebordo circular da fonte ousa,
numa poalha de gotas, um voo mais rasante.
Como chega à água que perene se dispensa
para depor sua calma proveniência
no transbordo tremulante.
Falta-vos uma festa: festejai-lhe o pouso,
celebrai o discreto alar do peso oculto
que se confirma, puro, no repouso."
(De Poemas de Rainer Maria Rilke, tradução de José Paulo Paes, publicado pela Companhia das Letras.)
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