sexta-feira, 5 de abril de 2013
Mãos
Olha para as mãos. Estranha que elas não fedam. Deveriam. Elas lhe repugnam, e não só a ele. Também aos objetos, que se afastam quando ele passa pela sala. E também às flores no jardim. Secas, mirradas, não têm como piorar, mas recolhem-se, com medo do toque delas. Também ele as receia. Por elas começou a deterioração do seu corpo e o apodrecimento de sua alma. Não cresceram pelos nas palmas. Mas deveriam. E deveriam feder, também.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário