sexta-feira, 5 de abril de 2013

Um poema de Augusto Frederico Schmidt

"APOCALIPSE

As velas estão abertas como luzes.
As ondas crespas cantam porque o vento as afagou.
As estrelas estão dependuradas no céu e oscilam.
Nós as veremos descer ao mar como lágrimas.
As estrelas frias se desprenderão do céu
E ficarão boiando, as mãos brancas inertes, sobre as águas frias.
As estrelas serão arrastadas pelas correntes boiando nas águas imensas,
Seus olhos estarão fechados docemente
E seus seios se elevarão gelados e enormes
Sobre o escuro do tempo."

(Do livro Poesia completa, publicado pela Topbooks/Faculdade da Cidade.)

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