domingo, 13 de outubro de 2013

Pelo que houve e pelo que não houve

Lembro-me da visita feita ao Estadão por Carlos Lacerda, um dia depois de uma bomba haver estourado a frente da sede do jornal na Major Quedinho. Ele ia falar com todos os funcionários, um por um, e repetia: "Parabéns pelo que houve e pelo que não houve." A frase não tinha nada de enigmática. Ele nos cumprimentava porque a bomba era mais uma prova de que O Estado continuava a incomodar certos grupos, por permanecer vigilante na defesa da liberdade de expressão, e porque o atentado, apesar da destruição que causara, não havia matado ninguém.

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